Milhares de professores e estudantes de todo o sistema público de educação de Madrid marcharam na quarta-feira desde as proximidades da sede do PSOE até aos escritórios do PP, que governa a região, na rua Génova. Protestaram contra o que descreveram como financiamento universitário insuficiente e problemas relacionados com o tamanho das turmas, o pessoal, as horas de aulas e os salários nas escolas e nos institutos. Os organizadores estimaram a multidão em 10.000 pessoas, enquanto a Delegação do Governo contabilizou cerca de 6.000.
A marcha decorreu enquanto os trabalhadores universitários faziam uma greve prevista para quarta e quinta-feira. Espera-se uma manifestação de maiores dimensões na tarde de quinta-feira, quando se deverão juntar professores dos níveis de ensino não universitários. Estão na quarta semana de greve. A conselheira da Educação, Mercedes Zarzalejo, recusou-se a negociar com os sindicatos, segundo a notícia.
Ao longo do percurso, alguns peões aplaudiram os manifestantes e os condutores fizeram soar as buzinas em sinal de apoio. Os manifestantes também pararam em frente a edifícios de universidades privadas, incluindo a ICADE, a Universidade Pontifícia Comillas e a Universidade Nebrija, gritando: «Nada para as universidades privadas.»
O percurso começou na rua Marqués de Urquijo, a cerca de 300 metros de Ferraz, em vez de partir da sede do PSOE, como os organizadores tinham anunciado inicialmente. A Plataforma pelas Universidades Públicas afirmou que as autoridades tinham proibido o ponto de partida previsto e criticou a decisão. A Delegação do Governo disse que o aviso aprovado indicava como ponto de encontro a esquina da rua Marqués de Urquijo com a rua Martín de los Heros, explicando que a medida pretendia ajudar a gerir a afluência prevista.
Os participantes falaram de preocupações com a falta de recursos e a pressão prolongada sobre a educação pública. Luis Guzmán, professor na escola Fuente del Palomar, em Madrid, referiu o subfinanciamento da educação infantil e a falta de recursos para a inclusão. Fernando Aranaz, professor na escola secundária Numancia, disse que continuava esperançoso porque o movimento de protesto não tinha perdido força, e apelou a negociações.
María Jesús, professora de educação especial em Parla, disse que a manifestação não estava ligada a qualquer partido político. O seu cartaz dizia: «Não perguntem em quem votamos. Perguntem de que precisamos.» Disse que os professores queriam mais pessoal e instalações devidamente equipadas para garantir uma educação de qualidade.
A frente da marcha, liderada por estudantes e trabalhadores da educação infantil, chegou à sede do PP pouco antes das 14h, entre fumos verdes de sinalizadores e uma forte presença policial. A notícia afirmou que não houve incidentes durante a manifestação.
Fontes: El País Educación.
